Eu decido escrever, mesmo que as minhas palavras não cause estranheza, mas é este o objetivo: não deixar transparecer muito o sentimentalismo que pernoita sobre mim sempre que anoitece! Bom seria não sentir, pois não sofrer seria a paz que o coração almeja, mas não sentir e não sofrer é o mesmo que não viver e eu gosto tanto de viver!
Não paro de acreditar, mas também me sinto tão vazio no momento, porque eu deixo tomar conta de mim o gostar acima de tudo. Um humano se sobrepuja quando deixa isso acontecer, eu me exemplifico, pois não sei mais onde começa ou termina o carinho necessário ao bem viver. Mas, muito carinho é demais? Eu penso que não, o proteger, o querer tão bem, o repousar.
Só queria poder deixar transparecer o quão frágil sou, mesmo atrás de uma muralha de homem e o coração tão pueril, de uma ingenuidade gritante e mesmo assim, cheio de força pra aguentar os momentos de subestimação, queria ser transparente e que minha alma dissesse por si mesma o tanto de melancolia que de algum jeito toma conta de todo o meu ser sempre que cai a noite e estou tão só, preso numa redoma de sorrisos e gestos tão falsos, disfarçando uma tristeza maior que o olhar singelo pode aguentar...
Não entendo o real sentido de ser tão cheio de máscaras, talvez por que as pessoas do outro lado não aguentem a verdade que é ser a própria pessoa e vejo tanta maldade em querer não ser eu mesmo. Minhas máscaras não caem com facilidade, ao menos acredito nisso, pois se assim o fosse não poderia sair ao sol, não poderia ser de algum modo acreditar que as outras pessoas fossem reais, presas comigo num penar...
O interessante é que ninguém admite essa verdade... todos são sérios, todos são eles mesmos, sem mentiras... eu gargalho com isso, olhando no tanto de falsidade que há quando alguém me diz algo desse tipo. Se eu mesmo não o sou... ninguém o é, esta é a verdade nua e crua desta vida, mas eu não desisto de acreditar nas pessoas, pois assim acreditarei em mim mesmo e continuo minha jornada, igual a todo mundo... só...

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