É normal sim (ao menos eu acho) que uma dor aperte o peito ao longo do dia, por ter somente a sensação de que está perdendo alguma coisa e que ainda assim, há a falta de algo maior, de um complemento à sua alma. Por mais que eu faça, ainda assim não encontro a paz que almejo e mais ainda, me enterro nas profundezas dessa falta, não porque quero, mas que meu corpo se vai, sozinho, sem freio e sem um destino controlável. Tenho raiva de mim por isso e não me perdoo mais por conta dessa estranheza que me falta e consome os minutos onde eu deveria estar sorrindo.
Se vai aquela consciência de suavidade e calo por completo ao ver escorregando entre os dedos o que levei tempo para "conquistar"... a minha maldição é acreditar que não sou substituível e não o sou por mais que observe pela janela a alegria indo e se afastando. Estou meio nefasto e me porto no meu direito de estar assim... cobre de cor escura todo o complemento do meu interior, porque eu não quis isso e por isso não me encontro com facilidade.
Me apego demais ao que não consigo segurar e um nó sobe e desce na garganta do mesmo jeito que um dia eu sentia. Passará a sensação de imperfeição e com isso, passarão os momentos ruins de insegurança do que conquistei(ao menos eu aprendi isso com o escorrer das horas... coisa de tempo).
Espero somente que ainda assim eu esteja bem e prossiga no meu cotidiano com a leveza simples, mas o que eu gostaria mesmo era de poder barrar estes obstáculos de um espírito com dor e cravejado de falta... tão cedo, tanta falta já... foi ontem e não mais que isso.
Por mim mesmo, seguro a vontade de somente olhar nos olhos e dizer: não abandone o que levou tempo para ser, porque tempo não pode ser assim desperdiçado, porém, mais estranheza ainda vou encontrar ao perceber a dúvida disso lá no fundo... mas sou eu e estou cheio disto... vai passar, vai passar...