quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Descontentamento

Dia estranho... por que será que não sinto que o patriotismo de nosso país é uma coisa boa? Existe este patriotismo? Gostar de ser brasileiro, não desistir nunca, ter o sangue dos trópicos... Não é mais como nos dias antigos, não sinto a vontade de estar na rua e cantar o nosso belo hino nacional. Exteriorizo a minha falta de vontade de comungar com esta injustiça, insegurança e roubalheira que estamos passando, vivendo. Como me orgulhar desta podridão toda, por favor...
Perdi a capacidade de amar o Brasil incondicionalmente, um dia eu volte a fazê-lo, quando algo maior acontecer e acordarmos todos.

sábado, 3 de setembro de 2011

Apagar-se

Hoje foi um dia que me trouxe muitas lembranças de um passado que é meu...
Engraçado como é tão sério as máximas que digo e que acabo comprovando comigo mesmo que pode acontecer. Por exemplo, eu entendo muito bem que o mundo do jeito que é, é com isso um círculo perfeito, pois tudo que acontece aqui e agora, nessa fração de segundo, acaba desencadeando um evento em um futuro, que não sei qual, vai voltar a acontecer, mesmo que de maneira diferente, porém com a mesma intensidade da primeira vez e com todos os detalhes disto. Digo isso, porque muita coisa que vivi no passado, voltaram a acontecer novamente e para meu espanto, me deixaram perplexo. Incrível que da mesma forma que eu desmaiei hoje, foi exatamente igual à primeira vez que esse fato me aconteceu. Simplesmente desmaiei, apaguei literalmente por alguns segundos e ainda acabei machucando a minha face direita ao bater com a mesma na escrivaninha, exatamente igual à primeira vez. Voltei a meus sentidos normais com a voz assustada de um colega me ajudando a levantar, mas o mais interessante é que vem à sua cabeça, à luz da lembrança, imediatamente ao acordar, que está esquecendo de fazer alguma coisa, algum compromisso importante. Eu apaguei, mesmo, mas me sinto tão diferente, sem muita força para ao menos entender o porque deste momento... eu só encaro isso, como uma passagem: morri por alguns segundos, morte mesmo... deixei com esta morte todas as coisas das quais eu deva me desgrudar, abstrair. Foi isso, hora de renovação, de coisa nova. As coisas antigas, das quais eu me martirizava, já não existem mais. Já não me assustam mais...