quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Deixar ir...



É que os dias estão se completando tão sem graça...
A repetição das mesmas funções estão me fazendo ranger os dentes...
Uma rotina que somente eu sei quais meus medos e desprazeres...
Uma falta que invade e arrepia até o mais pequeno dos meus desejos...
Eu sinto medo nisso, fraqueza que somente eu desprezo e mim...
Não sinto beleza nessa desilusão ritmada das horas!

Eu não quero fazer isso mais uma vez, repetindo o tédio...
Eu sofro como nunca e sinto o terror destes dias me acompanhar...
Me atropelo ao pensar na possibilidade de deixar ir, mais um, ir...
Desta vez não está sendo diferente como me prometeram...
Desta vez estou no sofrimento só... sozinho...
Eu queria entender porque me fizeram assim, deste jeito, sentimental demais...

Meu pensamento só se converge para isto todas as horas do dia...
Desde que acordo, nem um segundo depois, no instante...
Eu consigo ainda nortear o meu tormento...
Mas, me sinto só...
Outra desilusão no quanto isso me é fraterno...
Eu tenho consciência de que vai passar, como sempre foi...
Mas assim mesmo, ainda assim me entorpeço no quanto isso me será caro...

Em tempo, me comparo ao sabor do vento...
Que é um leva e traz de sentimentos bons...
Eu sei... vai passando devagar, devagar... me consumindo o tempo...

De repente... não mais...


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