quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A Moreninha que alguém descreveu um dia

Joaquim de Macedo já descreveu um dia, um amor grandioso e perfeito, mas esqueceu de dizer que Augusto era uma cara de pura sorte, atrelado ao destino tênue de outra pessoa desde a infância... Me sinto um algoz ao penetrar nesse universo, desconhecendo as fronteiras do "amor incondicional" e carnal entre homem e mulher... a falta de tato já me faz estar em maus lençóís, porém me sinto no direito de dizer que sou um afortunado por ter uma moreninha tão condizente com a minha descrição. Eu me julgo tão cheio de sorte quanto Augusto e diante do que ele um dia passou para poder ficar com sua moreninha, a minha história corre em paralelo. Não apostei, mas fui premiado eternamente enquanto dure por um amor cheio de beleza e encantamento, pois é o que importa. A verdade por trás do desejo é descartada, pois a glória de estar apaixonado de verdade só acontece uma única vez nessa vida tão curta. Eu aproveito e me acho por demais rebuscado na arte de amar como antigamente e por isso, me encontro tão apaixonado quanto da primeira vez em que descobrir seus olhos tão negros quanto seus cabelos. Referendo aqui sua verdade e gestos tão meigos que uma descrição se tornaria tão mentirosa a ponto de não fazer justiça à realidade. Mas enfrentamos todos os problemas desta realidade, isso porque não estamos num conto de fadas e por isso nos submetemos aos desencontros da vida. Em todo o caso, minha moreninha é tão maior que o meu próprio sentimento e tão bela quanto a rosa que desabrocha pela manhã, durante os primeiros raios de sol. Uma gota de orvalho...
Amo muito sua vida na minha, seus laços e entrelaços! E para sempre, com ou sem descrição de Macedo, meu amor será só teu!

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